domingo, 24 de outubro de 2010

A Idade do Céu

O peixe Nasce, nada, desova e apodrece.

A ave rompe o casco, voa, rasa o véu dos céus, morre e despenca.

O homem mente, morre, cria, destrói, corrompe, fere, julga e perpetua.

Eu choro, grito, sonho, me fascino, amo, destruo e me deito com vácuo que consome meu vazio.

Por ternura e curiosidade.

Me seguro no cordão umbílical pra fugir desse mundo escuro e avarento, enquanto as aves continuam há voar majestosamente e as estrelas envelhecem.

Para sempre.

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